Viver na Austrália parte 2: “Achando um trabalho”

Depois de se acostumar com o país, com a cidade, com os lugares e ficar um pouco mais confiante com a língua, vem a parte mais difícil: Achar um trabalho.

A primeira coisa é fazer o bendito currículo e depois sair distribuindo em todos os lugares possíveis. Geralmente, depois dessa fase, vem as ligações para marcar uma entrevista de trabalho. Eu não tive tanta sorte! Não recebi uma ligação e nem consegui trabalho nenhum. A minha sorte foi que eu estava praticamente no Brasil e fui conhecendo vários brasileiros.
Uma coisa legal em Gold Coast é como os brasileiros se ajudam. Como sempre tem alguém que já passou por uma certa situação ou já conhece como funciona o sistema, os brasucas se ajudam e vão passando informações do que pode fazer ou até mesmo indicar algum trabalho.
Comigo foi assim, conheci uma nordestina chamada Sara, que me disse que onde ela trabalhava estava precisando de gente. Nem sabia o que tinha que fazer e já tinha aceitado. Por não ser nosso país, os trabalhos que sobram não são tão difíceis, mas sim cansativos. Essa amiga me apresentou para um brasileiro que tinha uma empresa de limpeza, e ele tinha muitos contratos e sempre encaixava a galera.
Nesse trabalho aprendi muito, inclusive fui além do meu limite, conheci pessoas maravilhosas e me diverti muito. Apesar de muito fechado e enrolado, o nosso chefe era super engraçado e nos fazia rir muito. Minha dupla era uma brasileira do Ceará que viveu a vida toda em Búzios no Rio: Luisa. Não tenho muitas palavras para descrever quem ela é, só posso dizer que é uma das melhores pessoas que conheci na vida, uma irmã que eu nunca tive.
No bar sempre começávamos às 5h e tínhamos 2h e meia para acabar. Tínhamos que limpar o chão e os banheiros, parece simples, mas o lugar era imenso e sempre tinha festas. Não era tão complicado e eu e Luisa aproveitávamos o tempo para trabalhar e conversar. Quando a gente acabava íamos andando até o hotel e lá tínhamos que começar as 9h, que é o horário que as pessoas começavam a fazer check out. Chegando no hotel tínhamos que pegar um caderno que tinha quantos quartos íamos fazer e isso dependia de cada dia. Ganhávamos 15 por quarto e tínhamos que dividir por dois, por isso a correria era intensa, não se podia demorar muito e nem perder a qualidade. Quando chegávamos no quarto a primeira coisa era ver o lugar assim por cima e olhar a geladeira, tudo que achávamos era nosso porque os donos não se importavam. Algumas vezes tínhamos que brigar com um empregado Paul, porque ele sempre ia antes da gente para pegar o que ele queria. Achávamos de tudo: geléia, cerveja, vodka, pão, sorvete, manteiga, bolo, refrigerante e um monte de comida mais. Fazíamos nossa limpeza e íamos para outro quarto.
Fiz isso por 6 meses e um dia conversando com uma francesa que morava na mesma casa que eu, fiquei sabendo que para renovar o meu visto eu teria que me mudar para um lugar que tivesse fazendas e trabalhar lá por 3 meses, assim conseguiria o meu segundo visto. Já tinha passado metade do ano e eu não tinha muito tempo a perder, tinha que me mudar. A única coisa que eu não sabia é que com essa mudança mudaria toda a minha vida!

3 Comments

  1. Bruno Espi

    18 de julho de 2015 at 04:45

    Qual a média de quartos por dia?

    1. Giu

      29 de julho de 2015 at 23:22

      Oi Bruno, tudo bem?
      Desculpa nao entendi sua pergunta!!! Media dos quartos do hostel? ou media de pagamento por dia?

  2. Luisa

    2 de novembro de 2012 at 11:55

    Eiii amei so to Tao gorda nessa fotos:( saudades

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