Muralha da China em Jinshanling

Ao planejar minha viagem para a China, confesso que foi a primeira coisa que coloquei na minha lista: “Visitar a Muralha da China“. Afinal não é todos os dias que temos a oportunidade de conhecer uma das 7 maravilhas do mundo moderno não é mesmo? Ainda mais sendo a Muralha da China em Jinshanling.

Muralha da China em Jinshanling

A cada dia ficava mais entusiasmada para chegar em Pequim e caminhar nesse monumento histórico. Enquanto ainda estávamos em Pingyao, um casal de ingleses que conhecemos lá, havia acabado de voltar de Pequim e nos indicaram ir na parte da Muralha conhecida como Jinshanling. Eles falaram que caminharam sozinhos e aproveitaram muito, as subidas eram um pouco difíceis mas que valia a pena. Ficamos um pouco com receio, afinal teríamos que ir por conta própria para uma área pouco conhecida e isso demandaria muito trabalho para encontrar o lugar.

Planejando nossa visita

Como íamos passar o dia fora compramos comida e bastante água, não tinha certeza se haveria algum lugar para comprar alguma coisa em plena Muralha (e não havia). Pedimos a opinião para o chinês que nos recebeu em sua casa com o couchsurfing e ele nos aconselhou a ir para a parte da Muralha em Mutianyu. Ficamos em uma dúvida cruel. Preparamos nossas mochilas e fomos em busca do ônibus que nos levaria para esse tão sonhado encontro.

Como ir?

Decidimos, na estação,  ir para Jinshanling. Pegamos um ônibus rápido da estação Dongzhimen Transport Hub Station para Miyun. O número do ônibus era o 980 e a passagem custou ¥15. Quando chegamos na parada final haviam vários motoristas esperando por turistas, mas apenas nós desembarcamos. Estávamos no meio do nada e negociando o preço com o motorista chinês que nos queria cobrar uma fortuna. Fechamos o passeio por ¥120. Ele nos deixaria em Jinshanling e nos buscaria em Simatai. Nos apaixonamos já durante o caminho que era lindíssimo. Uma pena que tinha muita neblina.

♦ Dica: não pague o valor total para o motorista, a não ser que queira ficar lá pela Muralha. Se ele te pedir dinheiro tente negociar para pagá-lo somente na volta. O nosso concordou sem nenhum problema. 

Conhecendo a Muralha da China em Jinshanling

Ao chegar havia um lugar para comprar o ingresso e banheiros. Pagamos ¥50 pelo ingresso e fomos de carro para a entrada. A cada degrau que eu subia me apaixonava mais. Passamos por canhões que nos lembravam o motivo pelo qual a muralha foi construída. Lá estávamos nós, sozinhos caminhando por essa maravilha que foi erguida ao longo de aproximadamente dois milênios.

Canhões na subida da Muralha

O louco imperador Qin Shihuang mandou começar a construir a Muralha da China pensando em ataques futuros, já que seu império não corria nenhum perigo. Ele tinha uma obsessão por grandes projetos e pela segurança. Qin foi o mesmo imperador que fez o exercício de Terracota e graças a ele temos essas incríveis maravilhas no mundo.

Leia aqui sobre os Guerreiros de Terracota

Nessa parte da muralha as subidas são íngremes e pouco cuidadas, a maior parte dela ainda está em sua versão original. Subimos e descemos por 10 km, aproveitando a vista e a inesquecível experiência que estávamos vivenciando. Em 95% do tempo estávamos sozinhos, apenas vimos um monge indo na direção contrária.

Monge solitário pela Muralha da China

Quando chegamos em Simatai descemos por um caminho de terra para encontrar com o nosso motorista lá embaixo. Ainda não conseguia assimilar o dia que havia vivido. Pagamos nosso motorista e ele nos deixou são e salvos no ponto de ônibus que nos levava para Pequim. Que aventura!

Inicio da Muralha de Simatai

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22 Comments

  1. angie 29 de agosto de 2016 at 23:11

    que lugar lindo!!! quase visitei a China no meu mochilão anterior, mas aí ví que é muuuuito grande e merece ser visitada com mais tempo 🙂 bom saber desse esquema do motorista, sempre é mais seguro pagar depois né ahueaheu

    1. Giulia Sampogna 30 de agosto de 2016 at 22:08

      Verdade Angie, para a China, 20 dias foi pouco tempo. Obrigada pelo comentário.

  2. Camila Lisbôa 29 de agosto de 2016 at 22:43

    Giuglia, não acreditei nessas fotos! Que maravilha 🙂

    Somos sempre borbardeados pelo post ‘clássico’ de como são esses lugares na verdade e o que sempre rola é a foto CHEEEEEIA de gente… daquelas que você perde até a vontade de ir.

    O seu post me deu um alívio que dá pra conhecer sem entrar na multidão!

    1. Giulia Sampogna 30 de agosto de 2016 at 22:10

      Com certeza Camila, fiquei maravilhada quando cheguei la e na verdade não cruzei com ninguém no caminho. Foi uma das experiencias mais lindas que vivi. Obrigada pelo comentário.

  3. Dayana 29 de agosto de 2016 at 07:52

    Acho que se eu fosse para a China agora, esse também seria o primeiro lugar que colocaria na lista. rs

    Perguntinha: esses valores são de quando? 😛 Só para ter uma noçãozinha.

    Beijo!

    1. Giulia Sampogna 29 de agosto de 2016 at 20:16

      Dayana esses valores são de 2014. Vale muito a pena. Obrigada pelo comentário.

  4. Gê Azevedo - Mineiros na Estrada 29 de agosto de 2016 at 06:28

    Adorei! Não sabia que a muralha foi construída em tempos de paz! É o cúmulo da precaução, né?
    Ótimo post!

    1. Giulia Sampogna 29 de agosto de 2016 at 20:17

      Pois e?! O mesmo imperador construiu um exercito de barro para proteger ele depois da morte, com certeza ele tinha um complexo hahaha Obrigada pelo comentário.

  5. Paula Brum 28 de agosto de 2016 at 12:07

    Que dica excepcional. Conhecer uma das maravilhas do mundo podendo ouvir o vento deve ter sido sensacional. Levando para o Leiturinhas Viajantes do mês, um dos melhores posts lidos nos últimos tempos. Abraços.

    1. Giulia Sampogna 30 de agosto de 2016 at 22:13

      Muito obrigada Paula, foi realmente um dia sensacional.Obrigada pelo comentário.

  6. Viaje Comigo - Susana 28 de agosto de 2016 at 08:54

    É daqueles locais que toda a gente idealiza, mas eu me vejo aí mesmo a tirar milhões de fotos. Que sítio e obra magníficos! Um dia destes estarei ali no meio 😀 Boas viagens!

    1. Giulia Sampogna 30 de agosto de 2016 at 22:18

      Espero que tenha a oportunidade de conhecer e que seja uma parte vazia assim. Obrigada pelo comentário.

  7. Murilo Pagani 28 de agosto de 2016 at 06:11

    Adoro posts bem explicadinhos igual esse! 🙂 🙂 🙂
    Ainda não tenho planos para a China, mas certamente irei consultá-lo quando for visitar esse país!

    Parabéns
    Abraço

    1. Giulia Sampogna 30 de agosto de 2016 at 22:19

      Obrigada Murilo. Quando for na China procura essas partes da muralha que ninguém vai, vai valer a pena. Obrigada pelo comentário.

  8. Daniela Almeida 28 de agosto de 2016 at 04:28

    Nossa, que experiência incrível. E que lugar maravilhoso. AS muralhas fazem parte da minha wihs list. Um dia espero conhecer… parabéns pelas dicas.

    1. Giulia Sampogna 30 de agosto de 2016 at 22:20

      Obrigada Daniela. Espero que possa conhecer mesmo.

  9. Alessandra Fratus 28 de agosto de 2016 at 01:21

    Que MARAVILHA!!! Visitei a muralha em 2013, mas essa parte que você visitou é incrível! Me senti de volta no tempo, pensando em todos os guerreiros que perderam sua vida ali. Sensação incrível, lugar com uma energia muito forte, né?! ADOREI seu blog. Beijos.

    1. Giulia Sampogna 30 de agosto de 2016 at 22:22

      Obrigada Alessandra. Que bom te fazer recordar de algo tao inesquecível. Essas viagens mexem com a gente né? Obrigada pelo comentário.

  10. Thiago Cesar Busarello 27 de agosto de 2016 at 23:34

    Nossa! Que espetáculo! Tá explicado porque a muralha é uma das maravilhas do mundo moderno. Me surpreende até ela estar tão vazia nas fotos, porque geralmente vemos ela sempre cheia.

    1. Giulia Sampogna 30 de agosto de 2016 at 22:23

      Thiago ela so estava vazia porque eu fui em uma parte que ninguém vai, a maioria das pessoas não se arriscam. Mas valeu a pena. Obrigada pelo comentário.

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