Trabalhar em fazenda na Austrália: o início

Quem escuta a frase “trabalhar em fazenda na Austrália” deve pensar assim como eu: “Credo”. Nunca pensei que teria que passar por uma experiência dessa, afinal não é algo comum de se fazer. E o início não foi fácil não!

Tudo começou em fevereiro de 2011, quando soube que teria que me mudar para trabalhar em fazenda na Austrália. Porém nunca sabemos o que a vida vai nos aprontar não é mesmo? Morava em Gold Coast e uma francesa me disse que para renovar meu visto eu teria que trabalhar 3 meses na mesma ou 88 dias em diferentes fazendas. Fiquei desesperada, o tempo estava passando rápido e eu já estava a 6 meses na Austrália. A mesma francesa me deu a dica de ir para o norte ou para uma cidade no meio do nada chamada Bundaberg.

Leia também: Onde fica Bundaberg?

Entrei no site do governo e fiz várias ligações para fazendeiros, mas o tempo passava e nada. Tentei pesquisar na internet como as coisas funcionavam nessa cidade em Bundaberg e descobri a máfia. Os hostels recebem mochileiros todos os dias e arrumam trabalho em troca que eles estejam morando nesse hostel. O aluguel é caro e geralmente só consegue trabalho se estiver morando em algum hostel de trabalho.

A minha primeira ligação foi para o City Centre Backpacker e eles me informaram que não estava bom de trabalho porque tinha um ciclone vindo para o norte. Fiquei desesperada e depois de esperar uma semana a mais decidi arriscar. Liguei e fiz a reserva, peguei um trem com duas super malas pesadas e vim. A medida que ia chegando o trem, meu coração batia mais forte. Eu não sabia o que esperar, achava que ia estar numa roça. Quando finalmente o trem parou e eu vi que ninguém me esperava, me dei conta que de agora em diante estava sozinha.

Trabalhar em fazenda na Austrália: o início

Sai da estação de trem e vi que o hostel ficava exatamente na frente da estação. Fiz o check in com o meu inglês super limitado. A mulher me mostrou umas regras e me deu um lençol e uma chave, me senti nas prisões americanas. Fui com a maior dificuldade carregando a minha super mala até o quarto que ela ia me mostrar. Quando ela abriu a porta eu percebi e tive certeza que o pesadelo estava começando.

Um quarto com três beliches e super pequeno, o banheiro super estranho, além do calor. Eu tinha apenas um móvel de madeira com 3 quadrados, onde supostamente todas as minhas coisas deveriam entrar. Minha cama era a de cima e eu estava no quarto com um italiano, 3 franceses e um coreano. De noite, além do calor insuportável, o trem sempre passava e fazia um super barulho na madrugada. Não poderia ficar pior.

Quarto do hostel

Todos os dias, às 19h,  eu devia olhar a lista que eles colocavam na parede da sala. Nessa lista tinha o nome embaixo da fazenda onde te colocariam. E naquele primeiro dia, meu nome estava embaixo da fazenda “GRIMA”. Era uma mistura de medo e empolgação. O que não sabia é que o pior ainda estava por vir.

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2 Comments

  1. Ana Coutinho

    23 de janeiro de 2017 at 03:49

    Caramba! Quero a continuação heheh

    1. Giulia Sampogna

      24 de janeiro de 2017 at 12:24

      Já está chegando. Obrigada pelo comentário.

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