O que fazer em Uluwatu, o paraíso dos surfistas?

Descendo bem lá na pontinha sul de Bali está a linda região de Uluwatu, o paraíso dos surfistas. Mas e se essa não é sua praia, vale a pena conhecer o local? Tinha essa dúvida e fui lá conferir. 

Li em vários blogs de viagem dicas maravilhosas do local, como a Natalia do 360 Meridianos (blog que eu adoro!) contou sua experiência por lá. Fiquei com muita curiosidade e reservei 5 dias para conhecer Uluwatu. A expectativa é um bicho perigoso, pode ser que o lugar seja tudo que você sonhou, mas muitas vezes não é. Vinha das lindas ilhas Gili (que é um paraíso) e a medida que ia chegando no destino final não conseguia esconder minha ansiedade. Não tinha nada lá! NADA! Mas primeiro vamos falar dos surfistas. 

Uluwatu, o paraíso dos surfistas

Essa região é conhecida pela ondas perfeitas e lindas praias para os surfistas. Você verá diversas acomodações direcionadas a esse público. Para os que quiserem arriscar e aprender o esporte, há cursos de surf também. Para se locomover é um pouco complicado já que os taxistas locais cobram caro por qualquer viagem. A maioria tem uma scooter para andar de um lado a outro.  E se você está pensando: “Eu não sou surfista e nem quero surfar. O que mais posso fazer aí?”. Você poderá conhecer o templo de Uluwatu e curtir as praias. E pronto. 

Surfistas curtindo as ondas de Uluwatu

Minha experiência em Uluwatu

Como fiquei aterrorizada com o trânsito de Bali, não aluguei moto para me locomover na ilha. Ia de região em região ficando 5 dias em cada canto. Ao chegar em Uluwatu fui surpreendida por uma rodovia com alguns hotéis e poucos restaurantes de estrada. Nada mais. Entrei em pânico. O que faria nesses 5 dias? O que comeria? O lugar não tem infraestrutura nenhuma para quem não tiver um meio de transporte. 

Saímos a caminhar sem rumo para tentar encontrar um centrinho ou qualquer coisa assim. Não havia. Vimos apenas uma loja de conveniência e um restaurante pequeno que vendia um PF com arroz, feijão e carne. Isso mesmo! Os brasileiros dominam essas praias, tem até balineses que arriscam algumas frases em português.

Foi a melhor coisa me que aconteceu naquele dia, comer comida brasileira no meio do nada. Mas ao pagar a conta me deparei com a dura realidade de que deveria voltar quilômetros caminhando na estrada que tinha mato de um lado e mato de outro. Paramos na loja de conveniência e compramos itens para sobreviver até o outro dia. 

Padang Padang

No dia seguinte saímos com o propósito de conhecer as praias e o Templo de Uluwatu. Primeira parada a praia de Padang Padang. Descobri que tem duas, não sei qual a oficial. A primeira está na frente da placa de boas vindas a Padang Padang. É cobrada uma taxa de 10.000 rúpias (R$2.50*) para descer na praia. Atenção com os macacos dessa região. Uma senhora estava com uma sacola e um deles pulou em cima dela para arrancar os pertences de suas mãos. Um susto danado. 

Descemos no meio das pedras, um caminho lindo que gerava uma expectativa. A praia até era bonita, mas estava suja e a maré alta. Não dava para aproveitar. Confesso que fiquei paranoica e com medo de deixar minhas coisas nas pedras, os macacos volta e meia vinham atrás de comida nas bolsas que estavam ali. 

Macaco atento

Comecei uma jornada para chegar na praia de Uluwatu que ficava a uns quilômetros dali. Entre subidas e descidas no meio da estrada, vi outra placa que dizia “Padang Padang“. Não entendi nada e fui lá conferir. Que visual espetacular, a praia linda. A maré estava alta e não tinha tanto espaço na areia, porém deu para curtir um pouco antes de continuar o caminho. 

Uluwatu

Ao chegar na praia de Uluwatu não dava para descer, a água cobriu as partes de areia e não valia a pena. Uma pena para mim, mas os surfistas estavam aproveitando. 

Praia de Uluwatu

Pura Uluwatu

Com um visual de tirar o fôlego o templo de Uluwatu é um dos templos mais antigos de Bali. Localizado no alto de um penhasco ele atrai turistas por seu famoso pôr do sol e os espetáculos de dança tradicional. Na primeira vez que fui em 2013 curti minha visita praticamente sozinha no local. Infelizmente agora em 2017, na baixa temporada estava LOTADO de turistas. Não parava de entrar e sair gente.

Templo de Uluwatu

E os macacos?

A quantidade de macacos espalhados por todos os cantos desse templo é impressionante. Tanto é que logo na entrada há uma placa alertando os turistas para terem cuidado com esses animais. Eles são audaciosos e ágeis. Qualquer pertence ou comida que tenha eles virão atrás de você. E nem pense em comprar bananas para eles, você verá toda a mafia dos macacos vindo na sua direção. Dá até medo. Falando nisso uma das melhores histórias de viagem que tenho com meu marido aconteceu nesse templo. Volta e meia rimos da cena até hoje. Agora é engraçado, mas na hora foi desesperador. Vou contar para vocês.

Cuidado com os macacos

Chegamos no templo já espertos e sem comida nenhuma ou nada pendurado que pudesse chamar atenção dos macacos. Visitamos o templo, tiramos fotos e íamos voltar os 4.5 km até o nosso hotel caminhando na estrada asfaltada com o sol na cabeça (dados importantes para a história). Quando um macaco veio por trás e no momento que meu marido levantou o pé para dar o próximo passo, esse macaco bateu no chinelo dele, rapidamente pegou um dos pares e subiu na árvore. Ficamos chocados. Como ele conseguiu fazer isso tão rápido?!

Enquanto o macaco mordia a sola do chinelo, sabíamos que precisávamos desse par de volta. Não tinha condição de caminhar todos esses quilômetros no asfalto quente descalço. Eu gritava com meu marido para pegar o chinelo, o macaco fazia cara de que ia atacar e ele coitado não sabia o que fazer. Vendo a situação um vendedor local se aproximou e pediu dinheiro para recuperar o chinelo. Nem pensamos, pagamos e ele foi enfrentar o maldito. Graças a Deus deu tudo certo e meu marido caminhou 4.5 km com um chinelo todo babado por um macaco. 

Meu marido ainda incomodado com seu chinelo babado

Vale a pena ir a Uluwatu?

Sem dúvida vale a pena conhecer essa região, mas vá preparado sabendo que além das praias, templo e surf não há nada mais. Eu não fiquei os 5 dias que ia ficar, fiquei 3 dias e fui para a polêmica Kuta, precisava de civilização. Se for alugar uma moto ou carro será fácil se locomover entre esses lugares. Ou organize um transporte. Entre aqui e veja dicas de como se locomover em Bali. Espero que tenha sorte em conhecer Uluwatu com a maré baixa e aproveitar as belezas naturais de suas praias. E não esqueça: sempre tenha cuidado com os macacos.

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16 Comments

  1. CAROL DUQUE 2 de maio de 2017 at 23:55

    Parabens pelo post! Tudo bem detalhado e com imagens lindas. Deve ter sido uma experiência incrível conhecer esse destino. Tenho muita vontade de conhecer, vou salvar suas dicas para planejar essa viagem.

    1. Giulia Sampogna 3 de maio de 2017 at 08:46

      Realmente Carol o lugar é lindo. Espero que conheça e aproveite muito. Abraços.

  2. Martinha 25 de fevereiro de 2017 at 20:07

    Waowwww… que fotos mais lindas! Eu não sou de muita praia, sou uma pessoa que ama a cidade. Mas essas praias parecem ser incríveis. Dicas anotadas!

  3. Paula 25 de fevereiro de 2017 at 05:17

    Nossa, que legal! E eu entendo a necessidade de ir para a civilização depois haha. Acho que 3 dias é o ideal mesmo. Excelente post!

    1. Giulia Sampogna 25 de fevereiro de 2017 at 22:46

      Se eu pudesse aproveitar as praias até dava para ficar mais, porém com a maré alta de dia, não tinha como. Hahahah obrigada pelo comentário.

  4. Marineira 25 de fevereiro de 2017 at 03:23

    Nossa Giulia! Nem surfo mas ó, fiquei doida pra conhecer. Mar lindo, astral incrível! Arrasou no post! 🙂

  5. Christian Gutierrez 25 de fevereiro de 2017 at 01:42

    Uluwatu, é um dos lugares mais bonito que já fui, e os macaquinhas são muito espertos.

    1. Giulia Sampogna 25 de fevereiro de 2017 at 22:44

      Christian você teve ter pego a maré baixa né? Eu achei a região bonita, mas não tive a felicidade de poder curtir as praias. Tive azar em duas vezes que fui para a ilha em 2013 e agora em 2017. Uma pena. Obrigada pelo comentário.

  6. Dayana 25 de fevereiro de 2017 at 00:57

    ahhh, poxa, eu teria ficado os 5 dias de boa relaxando nessas belezuras aí. hahahaha 🙂
    De vez em quando, preciso de uma pausa da civilização. kkkkk

    1. Giulia Sampogna 25 de fevereiro de 2017 at 22:43

      Verdade Dayana, essa era minha intenção, mas com a maré alta não tinha como. A água tapa a areia, só me restava ver de longe. Tive o mesmo azar duas vezes. Mas aproveitei a tranquilidade quando fui para Gili. Obrigada pelo comentário.

  7. Paula 25 de fevereiro de 2017 at 00:09

    Eu estou tendo um ataque de riso com a história do chinelo!! esses macacos são mesmo conhecidos pelos roubos, e eles são muito ágeis, não tem nem como prever!

    1. Giulia Sampogna 25 de fevereiro de 2017 at 22:41

      Realmente Paula eles são rápidos. Meu marido e eu ficamos rindo dessa história sempre hahaha. Obrigada pelo comentário.

  8. Analuiza (Espiando Pelo Mundo) 24 de fevereiro de 2017 at 21:48

    oi Giulia… que aventura foi essa, menina?! Eu teria passado dias de medo e expectativa esperando ser atacada a qualquer momento por um desses (não tão) simpáticos bichinhos! 🙂

    As praias são muito bonitas, mas pelo visto o trampo não vale muito a visita! Sempre penso nessas logísticas quando visito um local. Sua descrição (guardadas as devidas proporções) lembrou-me de quando fui à Itacaré a primeira vez: só havia surfistas e nada de infra. Tudo era feito a pé, mas havia um centrinho, pelo menos.

    O que os outros turistas, não surfistas, faziam durante o dia? E à noite, o que vocês faziam? bjus Ana

    1. Giulia Sampogna 25 de fevereiro de 2017 at 22:40

      Ana meu marido ficou meu traumatizado com macacos depois dessa vez. Hahahaha Sempre escutei as pessoas dizerem que Itacaré é só para surfistas. Está tão perto do ES e eu nunca me animei a ir. Eu acho que a maioria das pessoas que vão para lá que não são surfistas curtem praia. Mas se você dá o azar que nem eu de sempre ter a maré alta, não fazia muito sentido. Na segunda vez que voltei acho que foi pior, pois era época de chuva então estava sujo. Mas vamos vivendo e aprendendo. Obrigada pelo comentário.

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